segunda-feira, 11 de julho de 2011

In Memoriam “NADA ME FALTARÁ”

Artigo de Opinião - Diário de Notícias


Acho que descobri a política - como amor da cidade e do seu bem - em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia.
Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizemos desde então uma família, com os nossos filhos - o Eduardo, a Catarina, a Teresinha - e com os filhos deles. Há quase quarenta anos.
Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais - Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções.
Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz - como repetiu João Paulo II - "não tenhais medo". Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios, nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida, nem na morte. Suportei as rodas baixas da fortuna, partilhei a humilhação da diáspora dos portugueses de África, conheci o exílio no Brasil e em Espanha. Aprendi a levar a pátria na sola dos sapatos.
Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou -mesmo quando faltava tudo.
Regressada a Portugal, concluí o meu curso e iniciei uma actividade profissional em que procurei sempre servir o Estado e a comunidade com lealdade e com coerência.
Gostei de trabalhar no serviço público, quer em funções de aconselhamento ou assessoria quer como responsável de grandes organizações. Procurei fazer o melhor pelas instituições e pelos que nelas trabalhavam, cuidando dos que por elas eram assistidos. Nunca critérios do sectarismo político moveram ou influenciaram os meus juízos na escolha de colaboradores ou na sua avaliação.
Combatendo ideias e políticas que considerei erradas ou nocivas para o bem comum, sempre respeitei, como pessoas, os seus defensores por convicção, os meus adversários.
A política activa, partidária, também foi importante para mim. Vivi--a com racionalidade, mas também com emoção e até com paixão. Tentei subordiná-la a valores e crenças superiores. E seguir regras éticas também nos meios. Fui deputada, líder parlamentar e vereadora por Lisboa pelo CDS-PP, e depois eleita por duas vezes deputada independente nas listas do PSD.
Também aqui servi o melhor que soube e pude. Bati- -me por causas cívicas, umas vitoriosas, outras derrotadas, desde a defesa da unidade do país contra regionalismos centrífugos, até à defesa da vida e dos mais fracos entre os fracos. Foi em nome deles e das causas em que acredito que, além do combate político directo na representação popular, intervim com regularidade na televisão, rádio, jornais, como aqui no DN.
Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé.
Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor.
Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará.


Maria José Nogueira Pinto - [07/07/2011]


Até Deus...!


Pedro de Carvalho

sábado, 21 de maio de 2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O “Santo” dos Jovens!


João Paulo II foi a personalidade mais mediática e singular do século XX, escolhido por Deus no meio da naturalidade da sua vida e liberdade com que pauta a vida dos cristãos, disse sim a Deus, num espírito de decisão perene e atitude obstinada.
Eleito pelos seus irmãos cardiais, confirmou-nos na fé durante o seu pontificado ao serviço do Evangelho e do Reino de Deus, mostrou-nos o carinho filial pela Mãe de Jesus À qual confiava e rezava entregando a sua preocupação pastoral pelo diálogo ecuménico e pela paz no homem e nos Homens.
Este Homem revisto de branco, animou e despertou a vitalidade e personalidade dos jovens em tudo mundo, foi o mentor das Jornadas Mundiais e nelas imprimiu um caracter de fraternidade e encontro universal com o mais alto dos valores o Amor a Cristo e à Igreja.
Ensinou-nos com a sua debilidade física que a cruz e a missão devem ser levadas até ao fim, respondendo apelo do Senhor que o chamou em Seu Nome.
No Domingo a Igreja Católica na pessoa querida e amada, do Papa Bento XVI, proclama o seu e nosso amigo João Paulo II, Beato “Bem-aventurado, ou seja, Feliz és Tu João Paulo II”, porque deixaste o Verbo de Deus falar em Ti e por Ti.
Roga por nós querido amigo e pastor universal, não nos deixes cair na noite e no inverno das nossas vidas! “Não tenhais medo de ser Santos!”
Rogai por nós Beato João Paulo II e abençoa o Teu Sucessor o Papa Bento XVI.
Jesus Misericordioso, abençoai e santificai todas as Mães do Mundo.

Pedro de Carvalho

terça-feira, 26 de abril de 2011

















Dedico do fundo do meu coração com todas amizade e amor em Deus a duas pessoas muito especiais:

Quanto esperei este momento
Quanto esperei que estivesses aqui
Quanto esperei que me falasses
Quanto esperei que viesses a mim

Sei bem o que tens vivido
Sei bem porque tens chorado
Eu sei o que tens sofrido
Sempre estive a teu lado

Ninguém te ama como eu
Ninguém te ama como eu
Olha pra cruz é a minha maior prova
Ninguém te ama como eu
Ninguém te ama como eu
Ninguém te ama como eu
Foi por ti só por ti porque te amo
Ninguém te ama como eu

Eu sei bem o que tu dizes
Mesmo que às vezes não me fales
Eu sei bem o que tu sentes
Mesmo que não o partilhes comigo.

A teu lado caminharei,
Junto a ti sempre estive;
Tenho sido o teu apoio,
Fui o teu melhor amigo.

Domingo – O Dia do Senhor



No mundo hodierno assistimos ao corre-corre de pessoas quer individualmente, quer de forma coletiva, o desejo por uma vida melhor e o poder garantir melhor conforto, e de adquirir aquilo que a publicidade nos vende, ninguém resiste, tornámo-nos escravos do consumismo.
Deus na Sua sabedoria, criou todas as coisas e santifico-as, santificando um dos dias para que o Homem descansasse e se encontrasse consigo próprio e com Ele. Os atos de hoje refletem-se amanhã e de forma dolorosa, por causa da falta de decisões refletidas e inteligentes. O Homem está ou devia estar em primeiro lugar nas decisões e na construção da sociedade e da civilização. Vejo as pessoas cansadas, escravizadas de forma legal e consentida nos seus postos de trabalho, houve-se o lamurio de tantas pessoas por falta de tempo em estarem com os cônjuges, com os seus filhos, com os seus amigos, mais ainda, consigo próprios. Claro está, Deus e a espiritualidade fica para último ou então esquecida dia após dia. E o vazio vai penetrando o interior de cada um devorando-nos o ódio, a arrogância, a intolerância, a falta de amor, do perdão, da partilha…etc.
Cabe-nos a nós evangelizar os nossos ambientes e torna-los mais dignos, sendo profetas e denunciando aquilo retira a dignidade do Homem com sabedoria e graça e inteligência diante daqueles que nos governam e escravizam. Eu quero o Domingo e quero-O para todas as pessoas, pois estou num país em que a sua matriz é judaico-cristã, independentemente da vivência de cada um é notório e visível nas raízes e na cultura do nosso Ocidente, mais particularmente em Portugal que somos de Cristo!
Este é o dia que o Senhor fez, louvemo-Lo e exultemo-Lo, pois n’Ele seremos felizes e construtores da família e da sociedade, renovadores de uma civilização chamada amor.

Dedicado às pessoas que são obrigadas a trabalhar ao Domingo e são Cristãs.

Uma Boa e Santa Páscoa!

Pedro de Carvalho

domingo, 24 de abril de 2011

Vida em nós!



Eis o dia em que tudo foi restaurado e renovado pelo poder de Cristo. Aquele que estava morto vive agora em nós e no meio de nós. Vive no doente, no pobre, no indigente, no prisioneiro, no que tem fome, no que anda nu, mas também vive naquele que aceita a sua cruz, no penitente, no justo, no que amam o próximo, no que louva e canta os louvores do Senhor.
“Eis o Dia que fez o Senhor, nele exultemos e nos alegremos”, Domingo de Páscoa, este dia é o ápice da fé cristã, deixemos que esta alegria invada o nosso interior e que ela transborde para os nossos atos, celebremos na mesma fé e no mesmo Senhor esta Vida Nova dada na Cruz de Cristo. Que este tempo Pascal que irá até ao Pentecostes onde o Espírito Santo falará em nós para “Ide pelo Mundo anunciar o Evangelho do Reino” seja sinal de semente e sal da terra. Como as santas mulheres, ide ao túmulo e saiam impelidos pela alegria pascal, cantando a glória do Cristo Ressuscitado!
Uma Bom Tempo Pascal, orando para que o fogo do Espírito Santo desça em nós!

Pedro de Carvalho

Bendito o Madeiro da Cruz!


A Cruz é o sinal mais imediato de toda a Cristandade, representa pois, o sinal de comunhão entre os cristãos, de unidade e intimidade com o Espírito de Deus que fala em nós e por nós. Hoje esse sinal do Amor total de Jesus Cristo outrora presença física nos lares cristãos, no exterior e interior da igrejas e ao pescoço dos que creem é ostentado nas orelhas, nos narizes e umbigos de forma banal e sem contrição. Lamento que aqueles que o fazem não sabem mesmo o que fazem, pois tem vergonha de dizer que são de Cristo, mas não tem vergonha de enveredar por imodéstias modas e provocadoras atitudes irrefletidas daquilo que verdadeiramente significa a Cruz de Cristo.
Sabe-se que a cruz significa condenação entre os romanos e muitos morreram de facto nela, mas em Cristo foi muito mais, foi um inocente que morreu em nome do Amor, dando a vida por todos nós, resgatando na cruz aquilo que perdemos em Adão.
Temos assistido de forma pacífica ao despojamento desse sinal da presença de Cristo e da Sua Igreja nas instituições educacionais e culturais, tenho pena que aqueles que tem autoridade e poder, não façam uma reflexão séria e visionária, pois o nosso país nasceu numa cultura judaico-cristã, e se morrer essa cultura morrerá, a alma e a identidade de um povo.
Que a Cruz de Cristo seja para nós vida e mudança das nossas consciências e atitudes para prosperámos e edificarmos as nossas vidas em ordem a uma vida em plenitude.
Obrigado Ó Cristo que morreste por mim e no amor restauraste a minha vida no Pai.

Pedro de Carvalho

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Uma alegria partilhada



Foi há quinze meses que no hospital de Évora nasceu uma menina que nos olhava de olhos bem abertos e gesticulando os dedos, parecia querer já falar-nos de alguma coisa!
Gratos a Deus, eu e a João não temos palavras para agradecer e louvar o Senhor da Vida, pois por Ele e n’Ele fomos e somos capazes de realizar este projeto de vida que Ele vai iluminando e encaminhado em plenitude.
Olhamos para a nossa filha todos os dias e todos os dias descobrimos coisas maravilhosas. Anda como uma atleta, fala como um pregador, ri como uma criança feliz, sorri como centelha de Deus, dorme que nem um anjo e come depois de rezar com uma satisfação que só vendo!
Adoro aqueles beijos molhados que ela dá nas nossas bochechas, e a conversa que ela nos faz fazendo um aceno com a cabeça afirmando que sim.
Louvo o Senhor nesta caminhada e percurso porque temos tido o amor incondicional dos nossos pais, irmãos, padrinhos da Madocas e dos nossos queridos amigos. Tem sido um gozo indiscritível partilhar com eles todos estes momentos.
Beijos Madocas amamos-te muito que Jesus te abençoe e guarde!

Os teus pais


Maria João e Pedro

terça-feira, 19 de abril de 2011

No Alto da Montanha





Subi ao alto da montanha para Te encontrar e buscar-Te, deparei-me com escarpas e ravinas, vários obstáculos foram vencidos e contornados, o cansaço esteve presente, a vontade de recuar era voraz, mas sei que não devo olhar para trás, seguir em frente seria o meu lema e desistir é dos fracos, e eu não sou fraco, avancei…
Por fim cheguei, encontrei-Te, e encontrei-me diante de tanta beleza e grandiosidade que só fala de Ti Senhor, tanta coisa para te dizer, que não sei por onde começar, o que purgar e purificar, o que louvar e cantar! Tu, Senhor És sol, a lua e as estrelas, És o vento, a água e o fogo que me queima e acende em mim a força que pulsa para ir mais longe e edificar a Tua vontade.
Buscar-Te foi a maior aventura da minha vida, encontra-Te foi a mais linda canção que compûs e cantei, «não sei como louvar-Te nem que dizer Senhor…», mas somente para Te dizer ama-me no Teu Amor.

Dedico esta reflexão ao meu irmão e amigo Nuno Laranjo.

Um abraço. De Colores!

Pedro de Carvalho

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Se as Pedras falarem…!

Diante dos Sinais do Tempos, quem gritará “Hosana, Hosana ó Filho de David” Mt21, 1-11, perante a indiferença de muitos e o fundamentalismo de outros, o que esperará ao Senhor na Sua entrada triunfal em nossas vidas! Se os homens se calam, com certeza que gritarão as pedras, as pedras que sentiram as pegadas de Cristo, que contemplaram a caminhada de Jesus, que observaram a justiça, o perdão, o amor, a cura, a palavra. Pedras que serão o clamor daqueles que não podem falar, daqueles que não podem viver em liberdade a sua fé, que não podem celebrar em plenitude o seu Senhor. Seremos nós ousados e obstinados a ponto de proclamá -Lo e anunciá-Lo a todos os povos, a todos os ambientes? Vivamos esta Semana Santa, na alegria dos filhos de Deus, com espírito contrito e com testemunho de vida alicerçada na Cruz Redentora de Cristo.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

DEUS

Deus, palavra que ousamos dizer, que repetimos no nosso dia-a-dia por necessidade, por fé, por mera banalidade, porque já faz parte de expressões quotidianas que repetimos sem valorizar. Deus, palavra tão sublime que não cabe em nós, porque estamos tão cheio das nossas coisinhas que há não espaço e nem lugar para Ele. Deus, palavra que nos eleva, que encerra em Si e proclama em nós o mistério do Homem, que n’Ele são verdadeiramente esclarecidos. Deus, palavra revelada, transmitida, comunicada e anunciada em todos os momentos do nosso tempo. Deus, palavra que se tornou tão próxima, através de Seu Filho, que nos tornou, filhos através da Sua Filiação. Deus, palavra de encontro, de amor, de paz, de proposta, de convite, de eleição, de salvação, de misericórdia, de perdão, de alegria, de penitência e de esperança. Deus, palavra que em mim fala, canta, reza, medita, vive, proclama e brilha como luz nas trevas.


Um abraço e boa noite a todos! De Colores.

Pedro de Carvalho

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Nós e o Amanhã!

Procuro levantar-me todos os dias e olhar de frente para mim, encontrar-me nas coisas mais pequenas, buscar no amor infinito de Deus aquilo que em mim falta. Não para deixar de sentir dor, mas para me conhecer melhor e assim viver em harmonia e sintonia com a mais bela melodia que Deus compôs para todas as suas criaturas. Não quero estar no passado, junto ao muro que criei com tantas variáveis, muito menos a recordar aquilo que já é passado, mas é memória e precisa de ser purificado. Este é o tempo favorável, o tempo de mudança, para cada um fazer do seu tempo, o tempo de Deus, de fazer uma introspectiva, um exame geral, passar o filme, para poder avaliar aquilo que tem valido a pena fazer e viver e aquilo que temos desperdiçado em nome do vazio ou em nome do amor que nos chama a amar, pois o Amor já não é amado, e por isso, andamos perdidos e vazios à procura da cura.


Uma Boa e Frutuosa Quaresma. Um abraço em Cristo. De Colores.
Pedro de Carvalho

quarta-feira, 17 de março de 2010

Contas que se repetem no “coração” de Deus



Avé Ó Cheia de Graça...


Lembro-me que em criança via na Capela onde vivia, mulheres simples e devotas, que desfiavam as contas do terço num convite repetitivo às preces e sob a intercessão da Virgem Maria.
Quantas vezes em criança olhava para a imagem da “Branca Senhora” e sentia a paz e a alegria que aquela imagem emitia. Imagino as crianças de Aljustrel que na sua inocência e paz guardavam o rebanho e foram surpreendidos pela “Branca Senhora” pelo doce olhar e as palavras firmes e simples que lhes foram transmitidas.
Nos últimos anos deixe-me cair na rotina do terço, mais tarde não era capaz de o rezar sozinho e diariamente, sabia-me bem rezá-lo em Fátima e algumas vezes acompanhado pela minha esposa ou amigos.
Em Fevereiro fui convidado por Deus através do Reitor Saul para integrar a equipa do Cursilho de Cristandade 137.º de Homens e ai fomos convidados a entrar numa vida de piedade séria e com convicção, onde o terço seria um convite à oração simples e bela. Vim do Cursilho com a força de que hoje não é o amanhã, de que hoje não é o ontem, mas que hoje é o primeiro dia do “resto da minha vida”, o 4.º dia que me é dado como uma dádiva gratuita e livre de impostos porque já foi resgatado/pago por Cristo na cruz.
Impelido pela força de Deus comecei a rezar o Terço e a ler, meditar e a rezar a Lectio Divina em Família, para além da oração às refeições e a pessoal.
Na semana passada fui ao site http://www.santuario-fatima.pt/ e cliquei nas Transmissões Online Directo da Capelinha das Aparições que está Online 24 horas por dia, descobri tão grande surpresa de poder ir visitar Nossa Senhora de Fátima na Sua Capelinha das Aparições em directo, quando quiser e as vezes que eu quiser, é um dom de Deus e uma graça da Igreja para todos nós que buscamos na Mãe de Deus a força e a paz para as nossas vidas.
Bem-haja ao Santuário de Fátima por esta rica oportunidade de estarmos ligados a momentos de oração e de intimidade com Maria e com esse lugar de santidade de reconciliação e de paz.
Convido-vos a unirem-se a mim e à minha família pelas 21h.30m em directo com o Terço da Capelinha das Aparições para juntos não perecermos, mas vencermos o mundo na paz e no amor de Deus.
Que a Virgem Maria vos abençoe e vos guarde no Seu coração Imaculado.

Um abraço em Cristo

Pedro de Carvalho

terça-feira, 9 de março de 2010

APRENDER COM UM APRENDIZ DE CRISTÃO

50 Anos de Militância em Portugal


















Ao longo destes cinquenta anos todos aqueles e aquelas que foram chamados pelo seu nome para servir a causa do Evangelho e do Reino de Deus, deixaram as suas famílias e os seus afazeres, a labuta do seu dia-a-dia, recolhendo-se no íntimo do Pai para perscrutar a voz do amor e do perdão, sentir a mão que dá a paz e a força. N’Ele todos e todas tomaram para si este princípio: «Primeiro purificar-se e depois purificar; primeiro deixar-se instruir pela sabedoria e depois instruir; primeiro converter-se em luz e depois iluminar; primeiro aproximar-se de Deus e depois elevar os outros até Ele; primeiro ser santo e depois santificar.» (S. Gregório Nazianzeno).
Ter como exemplo uma figura diminuta, mas de uma grandeza singular, obstinado e humilde, aprender com ele a ser aprendiz de cristão, é cair pois, aos pés do mensageiro da paz e sentir o apelo a uma vida nova, a do espírito.
Quantos homens e mulheres vimos cair do cavalo, cair da soberba e da cegueira, também nós vivenciámos tal acontecimento em nossas vidas, e hoje damos graças a Deus, por tanta graça derramada no Cursilhos de Cristandade de homens e mulheres vindos de toda a parte. Será um momento por excelência para fazermos uma reflexão profunda onde isto tudo nos trouxe e onde nos levará, é certo que alegria e a luz que resplandece nos rostos de todos e de todas é contagiante aquando da Clausura / Encerramento dos Cursilhos, é Ele, Jesus Cristo o Filho do Deus Vivo que ali está em toda a sua plenitude e se manifesta de uma forma natural e sobrenatural no Homem que se deixou seduzir.
Louvo a Deus Criador do céu e da terra, por cada homem e mulher que fez o Cursilho e o sentiu profundamente na sua vida e se deixou renovar em toda sua história por Aquele que tudo pode e se encontra no/com o Pai, bendito sejas Mestre e Senhor, Luz e Vida, Esperança e Salvação de toda a humanidade.
«Eu e Cristo, maioria absoluta»

Um abraço. De Colores.

Pedro de Carvalho

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Adeus à Carne - "Carnaval" 2010

O tempo que passas a rir é tempo que passas com os deuses. (Provérbio chinês)




O Carnaval é um período de folia, homens, mulheres e crianças, extravasam para fora de si fantasias e desejos em si contidos ou escondidos.
Vivem neste clima de gozar momentos de alegria, gargalhada e euforia, muitas vezes de extremos, mas muitas outras de divertimento puro e sadio.
Esta é uma festa pagã, que não deixa de ser necessária com a sua sátira e crítica carnavalesca da vida pública.
Um bom divertimento e folia na fantasia de cada um...!



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Três coisas são necessárias para a salvação do homem; conhecer o que se deve acreditar, conhecer o que se deve desejar, conhecer o que se deve fazer.(S. Tomás de Aquino)


A seguir ao Carnaval, segue-se a "Quarta-feira de Cinzas" que com o seu "Adeus à carne" traz consigo um tempo de reflexão, conversão, jejum e abstinência, ou seja, esvaziar-se de si próprio para se encontrar na paz e na graça de Deus.
Este tempo que se inicia, a Igreja convida todos os cristãos, a reconhecer o seu nada e a revitalizar a sua dignidade humana no mistério do Verbo Encarnado.
Jesus Cristo é a proposta de vida eficaz para a felicidade dos todos os Homens, a sua Palavra é desafio para um itinerário que exige audácia e verdade, mas do que isto, é imperativo amar. Isto claramente é revolucionário aos comportamentos diários que observamos, não é uma utopia, mas um dom de Deus, que renova actos e comportamentos humanos, que faz do homem velho, o Homem Novo.
Queira Deus, olhar para/por nós, para buscar-mos a luz e na luz encontrar-mos o amor e a algria de Jesus Cristo o Filho de Deus.
Boa e Santa Quaresma, coragem e determinação...!
Pedro de Carvalho

Liberdade numa "Democracia" Totalitarista que se diz República


«Quem, em nome da liberdade, renuncia a ser aquilo que devia ser, já se matou em vida: é um suicida de pé. A sua existência consistirá numa perpétua fuga da única realidade que era possível.» (José Ortega y Gasset)
Em pleno século XVI, num pais membro da União Europeia, que transporta consigo marcas e cicatrizes do passado, que devia de reclamar para si a união, a liberdade e o respeito pelas pessoas e mais ainda, a prosperidade da suas gentes, vimos os nossos políticos ocupados de um grande circo montado que entretêm o povo, com malabarismos bem arquitectados, que se esquecem que há espectadores atentos, críticos e honestos.
Lamento que homens e mulheres da nossa praça, que detinham um púlpito nobre e verdadeiro, tenham sido derrubados dele num clima democrático e livre. Comunicar é uma faculdade nata ao ser humano, dialogar é um valor humano que possuem as pessoas bem educadas e bem formadas, informar é e será um dever de todos aqueles que se dedicam a dar a conhecer factos bons e maus de forma global no interesse público.
Espero que haja, algum órgão de soberania, sem ter-mos que recorrer à força militar "como no passado", que saiba colocar no devido lugar um homem no meio de tantos homens portugueses, não devia ser difícil, penso eu!
O povo devia ser mais interventivo e participativo na vida democrática e não abster-se da vida deste pais e do seu futuro, infelizmente temos neste pais demasiados afilhados e parasitas que vivem à custa desse mel e dos interesses obscuros.
Peço a Deus que tenhamos todos coragem e determinação para denunciar e construir com audácia um pais livre, responsável e cheio de vontade de prosperar.
Coragem a todos que lutam pela verdade e pela liberdade.
Pedro de Carvalho

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Annus Sacerdotalis

“Eu cuidarei das Minhas ovelhas…Dar-vos-ei pastores segundo o Meu coração”




O Santo Padre Bento XVI, proclamou para este ano pastoral 2009/2010, um Ano dedicado ao Sacerdócio. Será um tempo de reflexão, de regeneração, de oração e de meditação para aqueles que se entregam a Jesus Cristo e à Sua Igreja, mas também para os leigos, ponderarem e reflectirem a importância que o Sacerdote tem na condução e orientação pastoral na vida de uma comunidade cristã.
Sabe-se que sem Sacerdócio não há Eucaristia, e sendo esta o ápice da fé, o alimento, o lugar propício para a comunhão plena com Cristo e em Cristo, que se realiza no Seu Corpo Místico que é Igreja, do qual Ele é a cabeça. Saibamos nós rogar ao Senhor, para que acolhamos em nossos corações e no espaço das nossas famílias aqueles que se entregaram ao Reino de Jesus, ao labor da vinha do Senhor, à salvação das almas.



O Padre de Hoje será o Padre de amanhã, levará consigo a mensagem do amor e da paz, transportará consigo a convicção séria e serena de uma entrega vital, alegria e a força d'Aquele que o chamou na condução do rebanho por pastagens verdejantes onde ele já se alimentou, se fortaleceu e se robusteceu humana e espiritualmente.

É reconfortante ver tantos jovens que inspiram estes sentimentos, que a Igreja no seu Sacerdócio Ministerial está a rejuvenescer-se e a respirar um novo ar, uma atmosfera de entrega e humildade.

Rogo a Jesus Cristo, "Sumo Sacerdote", por intercessão de São João Maria Vianney, Sacerdote fiel e singular, infunda o Espírito Santo, para que os Sacerdotes sejam fiéis ao seu celibato, perseverantes na oração, obstinados no testemunho de vida.

Convido-os a ver este pequeno filme de jovens a responder: Why not priest? "Porque não ser Sacerdote?" (Basta clicar em cima do endereço) http://www.whynotpriest.org/16-4-Porque+não+ser+sacerdote.html

Um abraço em Cristo!


Pedro de Carvalho




quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Começar de novo, construir uma nação, afirmar um país.

Haiti, 13 de Janeiro de 2010


As tempestades, o nevoeiro, a neve, são coisas que por vezes te atrapalharão. Nessa altura, pensa em todos os que as conheceram antes de ti, e diz simplesmente: o que os outros conseguiram também eu hei-de conseguir.(Saint-Exupéry, Terra dos Homens)
Quando o vento não é favorável, tem de se remar. Quando aumentam as dificuldades de sermos nós próprios e de sermos alguém, quando o vento é contrário e não nos deixa avançar na direcção certa, há que ter a cabeça liberta, o coração bem aberto e recorrer a todas as forças para navegar contra a corrente. Não é fácil, mas é absolutamente necessário.(Santos Guerra)


Deus receba na Sua paz as suas almas e robusteça todos aqueles que sobreviveram para poderem construírem um empreendimento que é de todos - O Haiti.

Pedro de Carvalho

Uma mulher que deixou um rasgo de dignidade e inteligência humanas.

Tributo a Rosa Lobato de Faria




O Poeta beija tudo, graças a Deus. E aprende com as coisas a sua lição de sinceridade... E diz assim: "É preciso saber olhar...". E pode ser, em qualquer idade, ingénuo como as crianças, entusiasta como os adolescentes e profundo como os homens feitos. E levanta uma pedra escura e áspera para mostrar uma flor que está por detrás... E perde tempo (ganha tempo...) a namorar uma ovelha... E comove-se com coisas de nada: um pássaro que canta, uma mulher bonita que passou, uma menina que lhe sorriu, um pai que olhou desvanecido para o filho pequenino, um bocadinho de Sol depois de um dia chuvoso... E acha que tudo é importante... E pega no braço dos homens que estavam tristes e vai passear com eles para o jardim... E reparou que os homens estavam tristes... E escreveu uns versos que começam desta maneira: "O segredo é amar...". (Sebastião da Gama)


Obrigado por ser quem foi, Rosa Lobato de Faria, abrace Deus e beije-O com toda a infinitude.

Pedro de Carvalho

Uma Felicidade sem palavras, mas cheia da força de Deus.



Évora, 20 de Janeiro de 2010 - Dia de São Sebastião


Nasceu para nós uma menina, cheia de vida e de vigor, iluminada por Deus, a quem nós tanto confiamos e esperamos.
Vê-la naquele instante foi um encantamento, recheada de uma felicidade incomensurável misturada com um amor infinito. Vi naquele olhar inocente e belo o rosto visível do meu amor pela minha mulher, vi também traços físicos de sua mãe que me fazem viver. Não há palavras para descrever tal vivência, cada momento é único, cada sorriso é particular, cada bocejo é um alívio da sua grande pequenez.
Sinto que a vida a dois (a três, com Jesus, como diz a minha mulher) mudou radicalmente a minha condição de homem, transfigurou-se de uma forma grandiosa e maravilhosa; sinto-me realizado na plenitude de um ser completo.
Peço com toda a humildade a Deus, Pai de Jesus Cristo, que proteja a minha princesa e nos ajude a educá-la na sabedoria e inteligência de Deus e dos homens.
Obrigado meu querido Deus, obrigado minha querida mulher, obrigado minha princesa, minha flor.

Beijos fofinhos....

Pedro de Carvalho